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Carreira de futuro Edição 3

 

Academia do Ar, instalada na UnG, ofere cursos de formação de pilotos e comissários de bordo
O Brasil tem um déficit de 40% na formação de pilotos comerciais:ante uma demanda de 1000 novos profissionais por ano, o país só forma 600, de acordo com estatísticas da Associação Brasileira de Aviação Geral ( Abag). Essa mesma carência é identificada no setor de helicópteros que, nos dois primeiros meses desse ano - em plena crise -, registrou um aumento de 3% no número de aeronaves em circulação em relação às estatísticas de 2008. Faltam também comissários de bordos e de apoio a serviços de embarque, entre outros.

Trata-se, portanto, de um mercado de trabalho até agora blindado à onda de demissões que assola a indústria em geral, mas que exige formação específica e qualificação conferida por escolas certificadas pela Agência Nacional da Aviação (Anac). Entre essas escolas está a Academia do Ar, uma Unidade de Instrução Profissional criada há oito anos e homologada pela Anac, especializada na formação de pilotos privados e comerciais, de avião e helicópteros, e comissários de bordo. "Procuramos abordar conteúdos que vão ao encontro da necessidade da prática da pilotagem e do treinamento real de uma emergência para pilotos e comissários, pois a segurança de vôo está em primeiro lugar", diz o diretor técnico da Academia, comandante Matheus Denófrio.

Desde o início do ano passado,os cursos são oferecidos em parceria com a Universidade Guarulhos (UnG),na Unidade Guarulhos-Dutra. A Academia conta com um corpo de instrutores altamente capacitados, todos com atuação nos diversos segmentos da aviação, e com larga experiência profissional e didática. Está equipada com salas de aula multimídia e oferece aos alunos programas especializados que permitem, inclusive, o exercício de treinamentos simulados. A Academia dispõe, ainda, de uma equipe de orientadores que apóiam os alunos na confecção e envio de currículos às empresas áreas.

Os cursos de têm alguns requisitos mínimos. No de piloto de avião e helicóptero, os candidatos devem ter, no mínimo, 18 anos e Ensino Médio concluído. A Academia oferece cursos teóricos com carga horária estabelecida pela Anac, desde a fase amadora até profissional, incluindo cursos de Instrutor em vôo. Após as aulas teóricas,o aluno será examinado por uma banca da Anac e poderá dar início às aulas práticas. Com um mínimo de 35 horas de vôo, o candidato estará credenciado como piloto privado de avião ou helicóptero; e com 150 horas de vôo estará habilitado para a função de piloto comercial. Para se tornar comandante de linha aérea, no entanto, terá que contar com a licença de PLA (Piloto de Linha Aérea) teórico. Os salários compensam: pode variar de R$ 2.500 a R$ 20 mil mensais, dependendo das horas de vôo, tempo de experiência como piloto, área de atuação e da empresa em que trabalha.

Nos cursos de formação de comissários de bordo, além da idade mínima de 18 anos e Ensino Médio completo, há pré-requisito de estatura mínima de 1,58m e máxima de 1,80 m, para as mulheres, e de 1,67 m e 1,85m, para homens, além de fluência em inglês e, de preferência, também em outro idioma. Para entrar na carreira, o candidato deve freqüentar uma Unidade de Instrução Profissional homologada pela Anac, cumprir o Programa de Instrução Teórica e Prática estabelecido pelo Manual de Curso de Comissário de Vôo, com carga horária de 150 horas/aula, e ser aprovado em exame físico realizado no Hospital da Aeronáutica de São Paulo. O curso inlui aulas de conhecimentos gerais de aeronaves, noções de medicina, primeiros socorros, serviços de bordo,simulação de acidentes, sobrevivência na selva e no ar, combate a incêndio, e outras disciplinas específicas.

Nos dias 7 e 8 de março, por exemplo, os alunos da Academia do Ar enfrentaram o mais difícil teste do curso: um treinamento de sobrevivência na selva de Itapera Grande, localizada no km 46 da Estrada Guarulhos-Nazaré. As atividades iniciaram na Air Training,uma das maiores e mais completas empresas de treinamento de emergência de cabine do Brasil. Lá, os alunos forma levados para um mock-up, uma espécie de simulador de aeronave, com as saídas, toaletes e galleys (cozinhas) preparadas para simular situações de evacuação de emergência em terra e no mar e também de combate ao fogo real dentro da aeronave em vôo.

Parte dos alunos fez o papel de passageiros, enquanto outros atuaram como comissários e pilotos. Juntos, vivenciaram uma situação de pane que,na vida real, exigiria que a aeronave pousasse emergencialmente. Enquanto os futuros pilotos preparavam a aeronave para o pouso, os aspirantes a comissários deverão tomaram providências para acalmar os passageiros. Os procedimentos de pouso de emergência na água foram efetuados com os equipamentos individuais e coletivos de flutuação, idênticos aos que equipam as aeronaves (coletes e botes) e,após a evacuação da aeronave, os alunos realizaram passageiros os primeiros socorros pós-acidente.

Concluídos os treinamentos no mock-up, os estudantes foram levados para a área de selva, onde simularam uma jornada de sobrevivência à espera das equipes de resgate, seguindo em mata fechada, orientando-se por bússola, até o local do acampamento definitivo. Lá, permaneceram por 24 horas com racionamento de comida e bebida e com a difícil tarefa de extrair da natureza alimento e água para complementar o estoque.

Os alunos aprovados estão prontos para enfrentar o mercado e disputar vagas em companhias aéreas. A recompensa é um salário mensal em torno de R$ 3 mil, além das diárias por período passado fora da cidade onde o profissional está baseado.

A Academia do Ar oferece ainda, cursos de Agente de Aeroportos, Bombeiro Profissional Civil com ênfase em Aeródromos, Cursos de Operações Aéreas, entre outros.


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