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De Holambra para o mundo Edição 3

 

Flores produzidas pela Veiling são exportadas para os Estados Unidos, a União Européia e a América Latina
As exportações brasileiras de flores têm batido sucessivos recordes e crescem a uma taxa de 10% ao ano, nos últimos três anos. Em 2008, somaram cerca de US$ 40 milhões, valor 10% superior aos resultados de 2007, período em que também se registrou crescimento de 9,18% relação ao ano anterior. Esse desempenho deve ser creditado à expansão da demanda global e à recuperação de preços, da ordem de 12%.

São Paulo é o maior Estado exportador, responsável por mais de 70% das vendas, seguido do Ceará, com 14,15% e Rio Grande do Sul, com cerca de 7%, segundo os últimos dados publicados
pelo Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor). A produção paulista está fortemente concentrada na cidade de Holambra, próxima a Campinas, município que, desde a década de 1960,tem sua economia lastreada nas atividadesda Cooperativa Agropecuária de Holambra (CAPH), formada pela colônia holandesa local.

Com o aumento da produção de flores e plantas, a CAPH instalou, em 1989, o Veling Holambra, um sistema de leilão holandês que utiliza o pregão e em que a oferta e procura determinam a formação de preços. Assim, o comércio de flores e plantas acabou por ganhar autonomia em relação à Cooperativa e, em cinco anos se transformou no carro chefe da economia da cidade. Atualmente, a Veling Holambra reúne aproximadamente 350 produtores, contabiliza Mara P. Philomeno, coordenadora de Exportação. "Vendemos ao mercado externo produtos variados,
de excelente qualidade e com preços competitivos", ela afirma. Os principais clientes são compradores dos Estados Unidos, Chile, Portugal e Holanda e as flores preferidas são as gérberas, antúrios strelitzias, folhagens, orquídeas,rosas, gladíolos e lírios.

O sucesso do Veling deve ser creditado a uma estratégia bem sucedida de parceria com produtores de pequeno, médio e grande portes, que investem na inovação e modernização da produção utilizando mudas e sementes selecionadas, além de mão de obra treinada e qualificada.

As solicitações de compra do exterior são feitas aos produtores, por intermédio da cooperativa via e- mail."De posse dos pedidos, eles preparam as flores e dão o tratamento pós colheita", ela explica. Em alguns casos,os pedidos devem ser feitos com antecedência. É o caso do gladíolos vermelhos,muito consumidos na Europa e nos Estados Unidos em janeiro,quando se comemora o Ano Novo Chinês. "As encomendas começam a chegar em outubro", diz Mara.

As flores são colhidas pelos produtores, selecionadas e embaladas de acordo com especificações da cooperativa, antes de serem armazenadas em caixas padronizadas com a estampa do logo da Veiling Holambra. "Algumas flores necessitam de um tratamento anterior. A gérbera, por exemplo, exige uma hidratação de 4 horas antes de ser acondicionada para o embarque, e as orquídeas e antúlios precisam ser inseridas em tubetes com água", ela descreve.

Embaladas, as flores aguardam o transporte para a cooperativa nas câmaras frias que cada produtor mantém em seus sítios. O processo de embalagem tem que preservar e proteger o produtos de qualquer estrago e risco a que ficará exposto durante a estocagem, transporte e distribuição. É necessário manter sob controle a temperatura entre 0 e 15 graus entígrados, umidade, luz, volume de água, entre outros.

No mesmo dia em que são colhidas e embaladas, as flores que terão como destino o mercado externo são recolhidas por um caminhão frigorífico e transportados até a cooperativa.
"Nosso agente logístico, que é terceirizado, faz a coleta das flores nos sítios, utilizando para isso caminhões refrigerados",
conta Mara.

Do caminhão, as flores vão direto para a câmara fria instalada na Cooperativa Veiling. A cooperativa exporta
apenas as flores de corte, que são cortadas pela manhã, tratadas, embaladas e coletadas para a cooperativa no mesmo
dia, sendo levadas para o aeroporto no dia seguinte pela manhã. "As flores de exportação tem características próprias: tamanho da flor, tamanho da haste, ponto de abertura, entre outras exigências dos compradores."

Na cooperativa, as plantas são inspecionadas pelo Departamento de Qualidade antes de ser transportadas para os aeroportos, conta Mara. As plantas manchadas ou com ácaros, são devolvidas aos produtores. "Os nossos agentes fitosanitários costumam dizer que tudo que tem perna e anda, não embarca", brinca Mara. As flores aprovadas são certificadas e transportadas para o aeroporto em caixas lacradas.

Os embarques são diários. A maior parte das flores exportadas são despachadas aos clientes por intermédio do aeroporto de Guarulhos. "Poucos embarques são feitos por Viracopos por falta de opções de vôos", ela justifica. No avião, elas permanecem armazenadas em compartimentos de carga com temperatura de 8º a 12 º até o destino final.


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